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segunda-feira, 16 de março de 2015

Colcha de memórias #1

Inicio essa postagem no dia 16/03 as 15:00 e não sei exatamente quando irei termina-la. Pode ser hoje, pode ser amanhã, daqui a 1 mês ou daqui há 1 ano ou mesmo nunca. Mas espero terminar!

Hoje venho contar sobre um fato que ocorreu, acredito eu que em 2008 - não recordo o ano. Estava em João Pessoa, na Paraíba, juntamente com o time de basquete para cadeirantes - o que eu era responsável (da universidade de Feira, onde eu era a técnica) e o de Salvador. Estavamos dividindo o ônibus, assim o valor para as 2 equipes ficaria acessível. Custou 170 reais essa viagem e lembro que na época pra mim 170 era caro demais pois eu estava por mim e minhas vontades. Minha mãe não me ajudou muito e o dinheiro que ela me deu pra me virar com comida lá não foi grandes coisas - ela era contra a viagem e por isso fez de tudo pra eu desistir mas eu não quis nem saber e com apenas 35 reais me meti na aventura de passar 3 dias em um lugar em que eu nada conhecia. Só quando eu lembro esses pequenos momentos de minha vida é que eu começo a perceber que não sou tão frágil como em muitas vezes de minha vida penso ser.
Minha sorte que comida lá era bem barata e os meninos sabiam que eu não estavam nos melhores dias monetários - A culpa disso?? Eu tinha terminado meu relacionamento com meu primeiro namorado e minha mãe havia cortado a mesada de 400 reais. Para eu ter alguma grana pra meu gasto eu tinha que ou não tirar xerox ou ficar sem fazer algum lanche.  Mas não foi porque só tinha 35 reais que ia deixar de me divertir - pelo contrário, tive excelente momentos nessa viagem. Fiz amizades que infelizmente ficaram lá. Foi a primeira vez que eu ouvia sobre a marcha das vadias e por desconhecer o movimento, sabendo apenas o nome, critiquei fortemente. Não que hoje eu saiba muito mais do que na época, mas me envergonho de ter sido tão preconceituosa na época. Apesar de ter um lado feminista, sou muito mais machista. Mas falando sério eu não faço ideia se me encaixo em um ou outro ou em ambos....começo a pensar que sou mais pra papagaio!

Meu desejo de ser mãe sempre foi algo que existiu, por mais que eu tentasse desfarçar e começasse a virar a melhor mentirosa quando o assunto era ter filhos. Não era raro alguém me ouvir dizer DEUS ME LIVRE! Eu fazia isso pq queria engravidar mas quem estava comigo não era o Renato Russo mas sempre dizia "ainda é cedo". Pelo que me parece hoje, ele casou porque engravidou alguém - golpe de barriga? Golpe do destino? Sei lá, parei de criticar as pessoas depois que engravidei e fui julgada justamente pelo que eu mais criticava. Eu senti na pele o que eu fazia com as pessoas. Aqui se faz, aqui se paga - eis o ditado!

Enfim, lembro que no dia de nossa volta, devia ser por volta de 11 da manhã, estávamos arrumando as coisas (cadeiras de roda para basquete, material de treino, bolas e afins) no bagageiro do ônibus - paraenfrentar mais umas 14 ou 17 horas de estrada. Peguei uma dessas bolas e enciaxei na barriga e fiquei brincando dizendo que estava grávida. Um dos meninos da equipe de Salvador virou pra mim e soltou: "-Você não vai dar uma grávida bonita. Você vai ter uma barriga feia."
Não recordo se dei alguma resposta, mas aquilo me encucou e muito. Sei lá, acho que há coisas que nós devemos pensar bem antes de abrir a boca, sabe?? Quantos anos eu não passei pensando que ia engordar horrores, ficar com um planeta Terra ao invés de uma melancia no lugar da barriga. Acredito que foi por essa frase dele que meio fiquei de nunca ter 1 gordurinha na barriga e quando aparecia uma tratava de passar dias sem comer só pra ver ela ficar negativa.

Hoje me olho no espelho, não que eu seja a coisa mais linda - bom de quem acha que estar grávida é beleza pura, eu não acho, eu gostava de meu corpo antes - sim a maldita encucação da barriga! Mas eu não fiquei uma grávida feia, pelo contrário - apesar de todo o peso adquirido na gravidez, eu sou uma grávida bem elegante. Minha barriga é linda, cada dia mais crescendo e coçando (medo das estrias aparecerem), eu dei sim uma grávida maravilhosa!!!! Ia adorar confrontar ele hoje e dizer: Sua praga não me atingiu!!! Mas sinceramente, falar isso pra ele não ia me deixar milhionária então pouco importa se posso ou não provar!!

Outras colchas de memórias ainda  estão por vir...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Então bom Natal!



No Natal de 2013 eu estava na China, numa cidade chamada Anyang - China não tem tradição de Natal (apesar da maioria dos enfeites virem de lá), pelo menos não em grande parte da China. Anyang não ia ser diferente. Tinha alguns poucos enfeites - coisa bem tímida mesmo. Eu, Lydy e Paula não falávamos nada de Chinês, então comer em um restaurante estava fora por essa questão e pela questão financeira - tínhamos uma grana totalmente limitada - mal sabíamos que estávamos ricas ali até final de fevereiro.

Enfim, fizemos o possível pra não passar em branco, meu frango cozido que aqui no Brasil sai bom, lá foi quase ralo abaixo por conta do extrato de tomate (gente aquilo era tudo menos extrato - péssimo e ácido ao extremo), a maionese da Paula estava ótima (fez em duas versões). Trabalhamos no clube, bebemos nosso drink do amor - que a casa nos oferecia - apesar de muita coisa que aconteceu - bons tempos.

Eu jamais imaginaria como seria 1 ano depois... pra falar a verdade estava em puro êxtase por voltar ao país que eu havia aprendido a amar em 2010.

Preparação do frango

temperatura do dia 24 de dezembro de 2013

maça do amor *-*

Papel de presente - mais fofo? Impossível!

Modelito especial de andar no frio - roupa de pikachu

Restaurantes (pense num clima natalino rsrsrs )

No trabalho - esperando a hora do show.(Paula e eu)

Mas 2014 chegou e jamais imaginaria que meu natal ia ser como está sendo. O último como uma pessoa totalmente livre. Não que isso seja um problema (só na parte de que eu poderia estar em algum canto do mundo trabalhando com dança sem pensar muito no amanhã) - Não vou mentir,até que sinto falta dessa liberdade que eu tinha. 
Mas cá estou eu - mais de 50% de gravidez ... em pouco mais de 100 dias com minha princesa nos braços, começando a jornada que sempre desejei pra minha vida mas nunca imaginei que ia conseguir.  O fato de ter desejado tanto e não ter conseguido logo me deixa ainda assim meio estranha, mas sei que vai passar.
Então, meu último Natal sem preocupações, sem amor verdadeiro, sem um ponto seguro. Daqui a um ano terei em meus braços (isso se já não quiser ser independente e girar a casa sozinha) - a realização de um sonho. Minha pequena estará enfeitando meus dias, colorindo minhas nuvens cinzas e me ensinando coisas que jamais iria conseguir por outras pessoas.
Ela terá 8 meses - carinha de sapeca e jeito moleca. irá tentar quebrar as bolinhas de natal - destruir o pisca-pisca e caso consiga já imagino olhando pra mim com aquela cara de :mamá, pagô lui! 

Enfim.... Agradeço a Deus por me tirar a liberdade de ser aluna e me dar a liberdade de ser professora - de passar de garota moleca pra mulher. 

Esse é meu último natal sem choro a noite, sem noites mal dormidas, sem aquela carinha de bochecha gorda(imagino que ela vai ser assim), sem preocupação, mas meu último natal incompleta.... porque apartir de de 2015 meu Natal terá outro significado - o significado que só quem é mãe sabe qual é!!

24/12/2014 (Lara e mamãe)

Um feliz Natal!!

Cindy Orochi